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ATENÇÃO: O BRASIL VAI A LEILÃO

  • Foto do escritor: Jéssica Vianna
    Jéssica Vianna
  • 9 de abr.
  • 8 min de leitura

Uma Hidrovia, 18 portos e 21 aeroportos brasileiros serão leiloados até o fim deste ano. Veja quem pode levar essa barganha.

Porto de Santos - São Paulo.
Porto de Santos - São Paulo.

DIRETO AO PONTO: SOBERANIA. A gente tende a subentender que ativos de Defesa Nacional são as armas, os caças, o Exército. Mas para ser capaz de defender a continuidade da nossa nação, o Brasil precisa compreender que a parte desta cadeia global de suprimentos que nos atravessa e que está em plena disputa, a nossa posição estratégica e geográfica tanto na produção quanto no escoamento de mercadorias para todo o planeta, colocam os portos e aeroportos, rodovias e hidrovias como o nosso maior ativo a ser protegido neste momento. É imperativo expandir o controle brasileiro sobre a parte da cadeia de suprimentos que nos compete. Petróleo bruto, soja, café, certamente, certamente… Mas aqui falamos também das commodities não oficialmente contabilizadas, aquelas que não entram para o Produto Interno Bruto, você sabe, tudo isso que se trafica daqui para os recantos mais sombrios deste globo: armas, drogas, gente, minérios, materiais biológicos e químicos, informações privilegiadas e big data.

Empresas de origem duvidosa como as muitas Bets e o Banco Master, para trazer alguns exemplos bobos, vira e mexe servem de fachada para esquemas gigantes que, eventualmente, a superpoderosa Polícia Federal vai indicar que tem ligações, em pelo menos um tipo de tráfico (de drogas, de gente, de influência, de divisas), e relações, não-raro, com a Máfia Italiana, com a Máfia Chinesa e/ou com facções estrangeiras e latino-americanas, incluindo as nossas próprias: O PCC, todo-poderoso articulador logístico das Américas; o sempre-citado e ultra capilarizado Comando Vermelho; o onipresente e rejuvenescido Jogo do Bicho; o Terceiro Comando Puro, facção que mais cresce no Rio de Janeiro e que já ocupa lugares estratégicos no sudeste e no nordeste do país, e é claro, as milícias, estes dois últimos, que aliás, carregam frequentemente as bandeiras dos Estados Unidos e de Israel com um orgulho “incompreensível”. O famigerado e invisível lobby sionista vai mesmo longe. 


Além de uma legião de fãs cristãos (quem diria), e pseudo turistas mapeando e ocupando lugares coincidentemente importantes para as cadeias produtivas, Israel tem, no Brasil e na América Latina, interesses estratégicos, que concernem aos campos de Inteligência através do robusto aparato de vigilância que exportam, e de Tecnologia digital, que sempre tem uma aplicação militar. 


O serviço de Inteligência de Israel é mundialmente reconhecido não à toa e seus métodos estão todos à mostra: Lobby bilionário para inserir Big Techs em operações de ativos nacionais estratégicos de forma a garantir que o serviço por si só já represente um faturamento bilionário, mas sobretudo que o processamento de Big Data e de informações sensíveis de atores estatais e ativos nacionais estratégicos estejam sob o seu controle. Lembrem-se do sussurro do lobista do sionismo, responsável por uma rede internacional de tráfico humano, abuso sexual e tráfico de influência, Jeffrey Epstein, soletrando aos ouvidos de Ehud Barak, ex primeiro-ministro de Israel: “P-A-L-A-N-T-I-R”. 


TODOS os grupos acima tem intenso e evidente interesse nas commodities supracitadas e na infraestrutura estratégia para a cadeia produtiva que se quer dominar. Todos eles têm dinheiro o suficiente e mecanismos jurídicos bastante rebuscados para expandir o seu controle, diminuindo o do nosso Governo, sobre algumas das infraestruturas mais essenciais nas distribuição logística de tudo o que sai das Américas através dos nossos portos e aeroportos. 


Não se invade, é claro, o Brasil com um cabo e um soldado, mas com multidões de fanáticos, com portas abertas e terrenos legalmente comprados, com propina, com arma e inteligência, com propaganda e com políticos muito bem pagos. Aproveitando, e até mesmo criando a oportunidade certa, não é preciso dar um tiro sequer para sequestrar alguns dos ativos mais importantes do nosso país.



O BRASIL VAI A LEILÃO


Em 31 de março de 2026, Luíz Inácio Lula da Silva, anunciou o novo Ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que é formado em Direito, mestre em Gestão Pública, pós-graduando em Gestão Aeroportuária e que cursa MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões. Franca foi secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação e secretário executivo de Turismo de Pernambuco, além de secretário de Saneamento do Recife. Atuou nos poderes Legislativo e Judiciário como assessor parlamentar e chefe de assessoria. No MPor, foi secretário nacional de Aviação Civil e secretário executivo antes de assumir o comando do Ministério, substituindo Silvio Costa Filho na pasta que teve influência histórica e que ainda lida com as consequências dos projetos iniciados pelo PMDB de Temer.  


Durante o governo de Michel Temer (2016-2018) o controle da pasta foi considerado estratégico. A MP dos Portos (MP 595/2013, convertida na Lei 12.815/2013), na época, estabeleceu licitações e alterou a gestão de contratos de arrendamento, criou a possibilidade de prorrogação de contratos antigos e flexibilizou as regras para construção de terminais de uso privado (TUPs), permitindo a movimentação de cargas próprias e de terceiros.


Michel Temer foi citado, em delação premiada, numa investigação da Polícia Federal, por exercer influência direta na aprovação da MP dos Portos e denunciado, em 2018, pela então Procuradora Geral da República, por possivelmente ter recebido R$5,9 milhões de reais em propina para favorecer empresas do setor portuário privado, por meio do decreto nº 9.048/2017, como a empresa Rodrimar S.A. no Porto de Santos. Temer foi indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e absolvido em 2021 por falta de provas. Mas o projeto de privatização dos portos e aeroportos do país está, desde então, funcionando a pleno vapor. 


Durante o ano de 2026 foram previstos pelo Ministério dos Portos e Aeroportos 40 novos leilões na área de infraestrutura, entre eles 21 aeroportos, 18 portos e 01 hidrovia. O ex Ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse em entrevista coletiva, no começo deste ano, conforme matéria da Agência Brasil:


“Estamos trabalhando para, na próxima semana, apresentarmos um detalhamento do cronograma do Tecon Santos 10” [...] “Será o maior leilão da história do Brasil”.

Outro empreendimento a ser leiloado é o da Hidrovia do Paraguai, que ajudará no escoamento de produtos na América do Sul.

Segundo o ministro, essa concessão deverá ser feita no segundo semestre de 2026. "Será a primeira concessão hidroviária do Brasil. A gente espera que sejam feitos investimentos de mais de R$ 60 milhões [nesta hidrovia]. A partir daí, vamos avançar fortemente nessa agenda de concessões hidroviárias brasileiras", disse. - Agência Brasil


O leilão do Porto de Recife foi suspenso de última hora, a pedido da atual administração do Porto, mas o primeiro bloco de infraestruturas nacionais estratégicas a ser praticamente privatizado durante este ano foi arrematado com sucesso. Foram R$226 milhões de reais pelo leilão de três portos:


Porto de Santana (AP)

Arrematado pela empresa CS Infra S.A. que também administra o porto de Aratu, na Bahia. 


Porto de Natal (RN)

Arrematado pela Fomento do Brasil Mineração S.A.


Porto de Porto Alegre (RS)

Arrematado pelo Consórcio Portos do Sul, formado pelas empresas Soluções Inteligentes Operadores Portuários Ltda e Simetria Transportes e Armazéns Gerais Ltda (Programa de Parceria de Investimentos - gov)


 No dia 30 de março de 2026, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi leiloado pela bagatela de R$ 2,9 bilhões, e a empresa que vai assumir as operações do Galeão pelos próximos 39 anos é a gigante espanhola Aena. A INFRAERO, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, que tinha uma participação de 49% na concessionária antiga (RIOGaleão), NÃO FAZ MAIS PARTE DESSA SOCIEDADE. A empresa Aena já administra o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e outros 16 aeroportos brasileiros. 


Até o fim deste ano serão implementadas novas Parcerias Público-Privadas no Porto de Santos e na Hidrovia do Rio Paraguai, corredor logístico estratégico tanto para a manutenção da soberania brasileira, quanto para a manutenção da influência dos grupos que exatamente por estas rotas traficam drogas, armas, minérios, seres humanos e outras coisinhas mais. Todas estas conceções compõem as metas do Novo PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Lula e a Associação de Terminais Portuários Privados afirma estar contente com a indicação do novo ministro:


Para o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, a escolha reflete um acerto estratégico, ao assegurar a continuidade de uma gestão técnica, qualificada e comprometida com o desenvolvimento do setor portuário. “A nomeação de Tomé Franca garante a continuidade de um trabalho consistente e muito relevante para o setor. Trata-se de um profissional que conhece profundamente a pasta e que certamente conduzirá uma gestão produtiva e bem-sucedida. Desejamos pleno êxito nessa nova etapa”, afirma Barbosa (Associação de Terminais Portuários Privados). 


Segundo comunicado oficial do MPor, “Tomé Franca também terá a missão de acompanhar o início da construção do túnel Santos-Guarujá, a maior obra de infraestrutura de transportes do Novo PAC, orçada em mais de R$ 6,8 bilhões.” 


Enquanto em discursos e entrevistas o presidente Lula enfatiza a importância de investimentos robustos em Defesa Nacional, na prática, o governo leiloa ativos estratégicos e infraestrutura crítica ao capital privado. Levando à cabo o projeto iniciado pelo golpista Michel Temer.  


INTEGRAÇÃO DA AÇÃO DOS MINISTÉRIOS BRASILEIROS. 


Depois de escancarados os processos, os interesses e os métodos, fica evidente a necessidade de uma integração na ação dos ministérios, por exemplo, da Defesa, da Ciência e Tecnologia, dos Portos e Aeroportos e (por incrível que pareça) do Ministério das Relações Exteriores.


Principalmente desde o deslocamento de tropas estadunidenses para o Paraguai, com a tomada discreta e contínua que está acontecendo no corredor logístico da Hidrovia do Rio Paraguai, e sobretudo com vizinhos de fronteira tão rendidos quanto estão os nossos, é urgente compreender que o maior desafio do Tio Sam nas Américas e seu próximo ponto focal mais importante é o Brasil. 


Depois de tudo o que o Governo Trump vem articulando e vociferando em direção à América Latina e diretamente ao Brasil, sobretudo depois do Cloud Act - legislação que permite que o governo dos EUA tenha acesso, sob demanda, aos dados administrados por empresas estadunidenses fora do país - a Amazon Web Services, por exemplo, não deveria ser a empresa responsável por todos os dados do Sistema Único de Saúde do Brasil. 

 

Empresas como a Palantir, a Anthropic, a Oracle, diretamente envolvidas no genocídio na Palestina, na recente invasão ao Irã, no sequestro de Nicolás Maduro e em incontáveis atrocidades estadunidenses pelo mundo, não deveriam poder atuar no Brasil, menos ainda em setores estratégicos, como já o fazem, muitas vezes através de terceiros contratos com empresas que assumem a dianteira das licitações milionárias para Parcerias Público-Privadas que abrimos tão frequentemente e cada vez em maior número.  


O Itamaraty deve romper imediatamente as relações diplomáticas com Israel, e em parceria com o Ministério dos Direitos humanos, deveria proibir o “turismo” de agentes ou ex-agentes militares israelenses no nosso país, proibir empresas remotamente ligadas ao governo israelense ou com comprovada cooperação com o regime sionista e com o genocídio na palestina de atuar sequer indiretamente no país. 


O Ministério da Defesa deveria proibir empresas estadunidenses de administrar dados da população e das instituições brasileiras, porque isto representa, visto o projeto norte-americano em curso, um risco à nossa soberania. Se a Palantir foi contratada pela futura administradora do aeroporto de Brasília, por exemplo, para implementar um sistema de reconhecimento facial, quem os vai impedir? E que tipo de uso o Governo dos EUA poderá fazer dessas informações? 


Em 2024, o Governo Brasileiro escolheu não formalizar sua adesão ao Projeto Cinturão e Rota da China, a chamada Nova Rota da Seda, por receio de estremecer as relações diplomáticas com os Estados Unidos e, em vez disso, o presidente Lula preferiu anunciar o que chamou de “Sinergias entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a Nova Indústria Brasil (NIB), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Programa Rotas da Integração Sul-Americana, e o Plano de Transformação Ecológica e a Iniciativa Cinturão e Rota”. Mas se vamos leiloar o Brasil, eu sugiro que entreguem a chave para os chineses.  


O Governo Brasileiro deveria buscar fortalecer parcerias com as nações que, para além de oferecer investimentos em infraestrutura estratégica, nos garantam autonomia administrativa e transferência tecnológica, em vez de entregar ao Capital Privado através do qual são levados à cabo os interesses escusos de facções e de nações que visam imputar ao Brasil uma franca ameaça existencial. 


O mesmo presidente Lula que anda por aí falando que “querem colonizar a gente”, “qualquer dia alguém invade a gente” deveria imediatamente se ocupar de interromper o nefasto projeto de leiloar os portos, aeroportos e hidrovias mais importantes do nosso país ou ao menos admitir de uma vez que as “Parcerias Público-Privadas”, mesmo com todo histórico desastroso na infraestrutura crítica do nosso país, é que vão administrar os nossos ativos mais estratégicos e definir o destino da nação brasileira, não “se”, mas “quando” os Estados Unidos lançarem sua tão sonhada invasão militar no Brasil. 


Porque nesse momento, quem pode levar os portos e aeroportos do país? Quem tiver dinheiro para pagar e quem tiver uma empresa que atenda aos critérios dos editais para poder concorrer.


Quem tende a perder nessa barganha? A nação brasileira.



 
 
 

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