O JOGO DO BICHO (versão BigTech) - dos influenciadores do Tigrinho à joint venture do tráfico contra a C.I.A.
- Jéssica Vianna
- 16 de mar.
- 12 min de leitura
Atualizado: 18 de mar.

Um dos aspectos mais centrais da identidade cultural brasileira é o jogo e qualquer disputa nos apetece. Desde o futebol, pelo qual somos mundialmente reconhecidos, passando pelos programas com jogos fúteis, muitas vezes de cunho sexual, que assistimos na televisão brasileira desde os anos 90 até hoje, chegando à fézinha que aprendemos com os nossos avós a depositar nas loterias oficiais e, é claro, no jogo do bicho. Embora estejamos em outra época, uma mais digital, há quase três séculos está fundamentada na cabeça do brasileiro médio, do sujeito normal que vive espremido nas camadas mais baixas das classes populares, uma única e remota chance, real o bastante pra acreditar: a possibilidade de vencer na vida, de dar uma guinada em direção a outro patamar social por meio de um perfeito golpe de sorte. As características mais latentes da cultura de massas, que no raciocínio em questão seriam o jogo, a sorte, a própria ascensão social, são além de um reflexo das condições materiais de existência sob o capitalismo, também em grande medida elementos de uma identidade nacional forjados e reforçados por uma indústria cultural que movimenta muito dinheiro e que concentrou desde sempre um enorme poder sobre os rumos desta nação. Se poucas décadas atrás as opções de sonho disponíveis à ambição dos meninos nas favelas eram as de tornar-se um jogador de futebol brilhante ou chegar a ser líder do tráfico local, hoje existe, pairando sobre a cabeça dos jovens da periferia a chance de ganhar dinheiro na internet, seja viralizando nas redes sociais, entrando pro job, tornando-se um Influencer ou rapper reconhecido e fazendo publis multimilionárias pro famigerado jogo do Tigrinho, onde muitos acreditam ser possível ganhar mais do que perder. O objetivo desde sempre e ainda hoje, construído nas cabeças das classes populares é o de ganhar dinheiro para vestir roupas de marca, para ter acesso a algum conforto, e com tudo isso obter status, obter respeito. E foi brincando com a sorte e com a fé, com o sonho e com o luxo, que os influenciadores elevaram a cultura do jogo do bicho à sua versão BigTech.
Em janeiro deste ano o jornal The New York Times publicou uma matéria sobre o assunto, intitulada “O controle da máfia sobre uma loteria brasileira parecia invencível, até que os apps chegaram” onde cita o historiador Luiz Antônio Simas, para atribuir cores pitorescas à cultura do jogo e um “joão das couves” de 30 anos que aposta em bets online mas também no jogo do bicho, ao último impelido por pura nostalgia. Embora cite alguns números e reconheça os indícios de lavagem de dinheiro por estas plataformas digitais, o artigo trata da coisa de maneira absolutamente superficial e a eles eu recomendaria a leitura do livro “A república das Milícias - Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro”, de Bruno Paes Manso, jornalista, pesquisador da USP, o único não-carioca a conseguir descrever com tamanha precisão as nuances confusas das encruzilhadas do crime no Rio de Janeiro. Aqui há facções criminosas em guerra perene, das quais a maior e mais importante é o Comando Vermelho, nascido do encontro entre presos políticos da ditadura militar e presos comuns no presídio federal da Ilha Grande, o que é importante que se diga, pra que se tenha sempre em mente que o CV já nasceu como a maior ameaça às forças policiais do Estado que continuam a ser seu alvo maior. No Rio de Janeiro, além das facções criminosas uma nova subespécie do crime emergiu, nas últimas décadas, das entranhas mais apodrecidas da polícia militar e tomou espaço, feito praga, depois da guerra que foi o projeto de pacificação das favelas da cidade: o modelo de negócios da milícia. No livro, o autor ilustra ainda a permeabilidade de um terceiro grande player do crime nacional: o Jogo do Bicho. Não importa se a favela em questão é da ADA, do CV, do TCP, da milícia ou da pqp, o jogo do bicho é culturalmente enraizado, nacionalmente capilarizado, profundamente temido e respeitado por TODAS, eu repito: TODAS as facções criminosas mais bem armadas atuantes no Brasil, inclusive pelas máfias estrangeiras e pelas forças policiais do Estado. Isto é importante que se tome nota, porque as Bets, neste sentido, já estão também presentes nos mais diversos setores da sociedade brasileira como parte deste esquema. Seria crucial também, que o New York Times ou quem mais quisesse entender a dinâmica do crime no Brasil estivesse atento às constantes análises precisas de Paes Manso sobre a atuação do PCC, que em comparação às outras facções ele costuma descrever como “um negócio, acima de tudo”, uma organização menos ideológica, mais pragmática, com um complexo esquema comercial e financeiro, que atua como uma entidade articuladora e fiadora de uma extensa gama de operações locais e internacionais do crime. Todas estas instituições se dedicam ao tráfico internacional de drogas e de armas e, claro, à lavagem desse dinheiro.
É certo que por mudanças climáticas, culturais e tecnológicas, muito mais que por mudanças ideológicas, a vasta fauna do jogo do bicho entrou em extinção e o alvo máximo das apostas nacionais é agora um poderoso tigrinho. É mais certo ainda que as BigBets e as BigTechs, que o colonialismo em sua era digital, continuarão a manchar o Sul Global de sangue e a lavar seu dinheiro sujo em bolsas de grife e em carros de luxo, em comportamento e bens culturais que sua influência ainda nos fará desejar consumir. Mas observando a dinâmica geopolítica do crime no Brasil hoje, eu, se tivesse que fazer uma aposta, diria que a violenta disputa de poder, atravessada por fortes influências externas que ameaçam a nossa soberania desde sempre, está em vias de revelar uma nova face do tráfico de drogas e armas na América Latina, que já está a colocar os herdeiros do tio Sam em apuros.
A despeito dos esforços milionários dos coachs de investimento, fãs de bilionário, influencers do lifestyle café-com-deus-pai e compradores de criptomoeda (maior aposta, diga-se de passagem do governo Trump frente à desdolarização inevitável de grandes operações financeiras no mundo contemporâneo), em 2024, no Brasil, o valor das apostas online foi 7 vezes maior que os investimentos na bolsa de valores do país.
A multiplicação das Bets, efeito de um relaxamento proposital das leis durante o governo Temer, permitiu que empresas como a Bet Nacional, Betano, Blaze, Esportes da Sorte, etc., chegassem ao ponto de ser as maiores patrocinadoras da Rede Globo de televisão, de influencers gigantes de toda a sorte como Gkay, Carlinhos Maia, Neymar e até do campeonato brasileiro de futebol que agora se chama “brasileirão betano”. O mercado global de apostas esportivas, em 2022, já movimentava cerca de 84 bilhões de dólares, e talvez o valor real que estes empreendimentos verdadeiramente movimentam hoje, sejam incalculáveis.
A Betano, a Bet Nacional, e muitas outras plataformas de apostas esportivas estão sediadas numa espécie de “Vale do silício” dos cassinos digitais: Malta, um paraíso fiscal que fica entre a Sicília, maior ilha do Mediterrâneo, e o Norte da África, numa forte zona de influência das máfias Europeias, sobretudo as máfias Italianas.
Dos jogos online, desenvolvidos por empresas sediadas em Malta, o exemplo mais emblemático tem sido o popular Jogo do Tigrinho, da Pocket Game Soft, ou PGSoft, veiculado na maioria das plataformas de apostas esportivas e propagandeado pelos maiores influenciadores digitais do Brasil.
OS INFLUENCERS DO TIGRINHO
Caso Deolane. - A ex namorada do McKevin, um jovem rapper estourado nas paradas de sucesso, falecido ao cair da janela de um hotel em um episódio de traição que dominou as manchetes de fofoca do país à época, a advogada Deolane Bezerra, pernambucana, foi lançada ao status de influencer, convidada a participar do reality show A Fazenda, de onde saiu sob polêmica, como seria sua marca registrada, amada e odiada em igual medida, exposta em rede nacional sustentando, de salto alto e em roupas de grife, a pecha de “advogada do PCC” ou advogada de bandido, como ela gostava se definir em podcasts sem fim por todas as redes sociais. A celebridade chamou atenção ostentando nos últimos anos uma coleção de carros de luxo e de joias valiosas e esteve envolvida em múltiplas polêmicas, dentre as quais se destacou o episódio em que vestiu o colar do chefe do Terceiro Comando Puro no complexo da Maré, no Rio de Janeiro em um baile funk, onde aparentemente foi muito bem recebida. As propagandas para as Bets, já representavam aí boa parte de sua extraordinária renda e em julho de 2024, Deolane Bezerra abriu uma casa de apostas com capital de 30 milhões de reais. Em setembro comprou uma lamborghini de quase quatro milhões de reais de Darwin Henrique da Silva Filho, dono da empresa Esportes da Sorte, investigado por “lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho e de casas de apostas”. A doutora Deolane tem ainda alguns imóveis nos EUA, entre eles uma mansão avaliada em um milhão de dólares, o que chamou a atenção da procuradoria de Justiça do Sul da Flórida e envolveu a Interpol na investigação que culminou na “operação Integration” da polícia civil em PE, onde Deolane foi presa, preventivamente, investigada por lavagem de dinheiro.
Caso Gustavo Lima - Indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, na mesma operação, estava Gustavo Lima, cantor do agro, bolsonarista, hoje membro do União Brasil, com manifesta vontade de ser candidato à presidência do Brasil em 2026. No começo deste ano, uma empresa de Gustavo Lima foi citada em outro inquérito da polícia federal que investiga lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas do PCC em parceria com a máfia italiana, a Operação Mafiusi.
O que todas estas investigações revelam são uma intrincada rede de transações comerciais bilionárias de drogas e armas que fluem das veias abertas da América Latina para os confins da Europa.
Há um ano, a polícia federal deflagrava uma operação que investigava o tráfico de 43 mil armas vindas da Europa, principalmente do Leste Europeu, passando pelo Paraguai, para facções brasileiras, entre elas o CV e o PCC. O esquema investigado, teria movimentado só em armamentos 1,2 bilhões de reais.
Em um levantamento exclusivo a UOL publicou em 2025 que “ao menos 22 membros da máfia italiana foram presos no Brasil nos últimos dez anos em operações da polícia federal e da Interpol” e divulgou em sua matéria a rota que a cocaína faz desde o Peru e da Bolívia, atravessando o Brasil até ser despachada nos portos do país, principalmente o de Santos, numa operação logística orquestrada pelo PCC em parceria com as máfias Italianas, que operam no Brasil há décadas, e que não estão sós, como apontou uma reportagem do Metrópoles, ainda neste começo de 2025, que revelou a colaboração entre a máfia chinesa e o PCC na produção e distribuição de metanfetamina em hotéis de luxo de São Paulo, uma operação cujo alto fluxo financeiro era administrado por Fintechs da Faria Lima. A investigação foi feita através da operação Heisenberg, que a polícia federal deflagrou em dezembro de 2024, e cujo nome é uma referência à série norte-americana Breaking Bad.
Tome nota disto por um momento: a droga sai da América do Sul para a Europa, dos portos brasileiros até o mediterrâneo, e as armas, que conferem altíssimo poder bélico às facções dos trópicos, vem da República Checa, da Turquia, da Eslovênia, da Croácia (todos no entorno do Mediterrâneo), passando pelo Paraguai até o Brasil, onde boa parte da operação é centralizada e onde o dinheiro é amplamente lavado, inclusive através das plataformas de aposta online, para ser reenviado ao paraíso fiscal das BigBets e das máfias europeias: Malta, no Mediterrâneo. É bastante dinheiro e bastante poder fora das mãos do FMI.
É sabido que em sua “guerra às drogas”, os EUA implicaram centenas de milhões de dólares em armas, por exemplo para que a Colômbia combatesse as FARC, girando durante as últimas décadas de interferência militar, em absolutamente todos os continentes, sabe-se lá quanto bilhões, quiçá trilhões de dólares, a partir de sua indústria armamentista, que contou inclusive com um garoto propaganda dos mais caros, não por eficiência, mas por ocupar uma posição estratégica de alta influência como presidente do Brasil de 2019 a 2022. Seus herdeiros, parlamentares, influencers armamentistas, acusados de alianças espúrias com milicianos, por acaso tem uma verdadeira obsessão, aparentemente pouco pretensiosa em tentar privatizar as praias, coincidentemente e sobretudo as praias do Litoral Norte de São Paulo e Litoral Sul do Rio de Janeiro, onde estão os portos mais importantes do país, centrais em todo o grande esquema do tráfico internacional de drogas e armas. O que nos leva a discutir outro importante fenômeno de influência que vive a dar closes luxuosos pela região, mais precisamente em Mangaratiba e também pelo mundo do agro.
Caso Virgínia - Fenômeno de influência com mais de 50 milhões de seguidores, a empresária Virgínia Fonseca, de 25 anos, que em 2024 teve seu patrimônio avaliado em 400 milhões de reais e que em 2025 alcançou o patamar de bilionária, domina em absoluto todos os números do Tiktok e do Instagram nos últimos anos. Não tanto por polêmicas e escândalos como os que divulgou a Revista Piauí, de receber o chamado “cachê da desgraça”, mas muito mais por elementos subjetivos que engatilham e cativam o brasileiro em outro lugar, com os quais ele se identifica: o místico território da sorte na ascensão social. Virgínia Fonseca, branca, filha de mãe brasileira e pai luso-americano, militar, nascida nos EUA e criada em Governador Valadares, aos 16, morando por um período em Portugal, abriu um canal no YouTube, onde compartilhava cada segundo da vida desinteressante e cheia de sonhos de uma adolescente comum da classe média, onde exibia desejos de constituir uma família, de vestir roupas de grife, de ter acesso ao luxo e ao conforto, ter influência, status, respeito. O que a diferenciou das demais empreendedoras de seu nicho e de sua geração foram sua obstinação e sua especial habilidade em obter, a todo custo, um alto nível de atenção e influência e performar uma ascensão social recorde, numa rapidez vertiginosa. Depois de ter a aparência comum transformada em padrão de beleza inalcançável, a vida ordinária publicada em seus detalhes, e uma narrativa romântica digna dos filmes hot para infanto-juvenis, Virgínia protagonizou um casamento rápido com o cantor Zé Felipe, um dos muitos filhos de Leonardo, lenda sertaneja, atual investidor/influencer do agro, e abriu sua marca de produtos de beleza, a WePink, empreendimento fenômeno de vendas, de reclamações e de polêmicas que parecem só fortalecer o buzz e os números da empresária nas redes sociais frente sua audiência fiel. Talvez por condensar várias contradições da identidade brasileira, é que a personalidade crie tantas tendências e tantos desejos, e consiga vender a receita da saciedade de uma maneira tão peculiar. Com três filhos pequenos, brancos e fofos, expostos 24 horas por dia na internet, sendo engraçadinhos e vestindo gucci’s em seu jatinho particular, Virgínia ostenta uma estética semelhante à da TV brasileira durante os anos 2000: pop, pink, americanizada, que de manhã reza a missa e a tarde exibe a bunda sacudindo-se em conteúdo musical altamente sexual para a mesma família brasileira cuja moral é duvidosa. De influenciadora digital à apresentadora de um dos programas de maior audiência do SBT, a bilionária em questão não poupa esforços ao fazer viralizar, em dancinhas bobas e números estratosféricos a nova tática do jogo do tigrinho: seu investimento massivo na indústria cultural.
Se nos últimos meses você esteve vivendo debaixo de uma pedra, ou assoberbado com tantas notícias importantes, que não tenha conseguido ouvir as múltiplas músicas que citam o Jogo do Tigrinho, provavelmente não ficou sabendo do que se sucedeu no LollaPalooza do ano passado, em SP, e eu lhe conto dois detalhes importantes: no festival foi hasteada uma releitura da bandeira do Brasil com o rosto de Maria Flor no centro, a influencer de dois anos de idade, maior ativo da audiência de Virgínia Fonseca, sua filha com Zé Felipe, seu marido, cantor, que esteve no topo das paradas musicais num feat com outro grande influencer do Tigrinho, o rapper Oruam, que ao subir no palco do festival em questão, pediu liberdade para Marcinho VP, seu pai, um dos grandes líderes do Comando Vermelho, preso há muitos anos, sem previsão de saída. Ah, a família brasileira.
Caso Oruam - Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, tem 24 anos, é um artista preto, cria das favelas do Rio de Janeiro, rapper envolvido em diversas polêmicas com a polícia, influencer do Tigrinho que ostenta carros de luxo e tatuagens chamativas, entre elas o rosto de seu tio, o famoso traficante Elias Maluco. Ignorado o quanto possível pela mídia hegemônica, Oruam atingiu o topo das listas de músicas mais ouvidas do Brasil em janeiro deste ano, enquanto projetos de lei apelidados de “lei Anti-Oruam” eram apresentados por parlamentares da extrema-direita em diversos estados e cidades do país, pretendendo proibir contratos públicos com artistas que façam apologia ou homenagem ao crime em suas obras e evidenciando que o poder legislativo nacional não está preocupado com as propagandas multimilionárias das BigBets, mas vê um precedente perigoso e um problema urgente a ser combatido, o fato de haver viralizado e enriquecido um possível “influencer do Comando Vermelho”. Como eu costumo dizer “vermelho e preto já é ir longe demais”.
Em fevereiro deste ano, o Governo do Estado do Rio de Janeiro pediu ajuda aos EUA no combate ao Comando Vermelho, solicitando o reconhecimento da facção como “organização criminosa transnacional”, como se todas as outras, e inclusive os governos anteriores do Rio de Janeiro não tenham sido algo semelhante, mas é certo que a C.I.A. poderia ajudar a aumentar a inteligência do governador do Rio de Janeiro, isto é, intervir diretamente, como faz a Interpol, nas investigações e no combate a um certo tipo de crime no Brasil, que à polícia representa enorme ameaça. Mas um importante relatório de inteligência da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça, revelou uma possível aliança histórica entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital e toda esta briga agora “vai ser de foice”.
As forças armadas do Estado e a milícia são mais que reconhecidos parceiros no Rio de Janeiro, são uma amálgama neopentecostal e belicista sob influência direta e longeva da esfera de poder estadunidense no Brasil. Mas se eu tivesse que fazer uma aposta duvidosa sobre o futuro do crime, eu colocaria algumas boas fichas na possibilidade de que os feats do tigrinho (com os influencers do acesso ao luxo para o pobre) somado ao conjunto das forças internas e externas implicadas nesta guerra, das BigBets, do jogo do bicho em sua versão BigTech, no mercado bilionário de armas e drogas na América Latina, sob a joint venture estratégica do PCC com o CV, podem, num golpe de sorte, atrapalhar consideravelmente os planos dos EUA para o Brasil das próximas décadas. Que bicho vai dar a gente nunca sabe. O jogo é sujo e a banca sempre ganha. O brasileiro, com fé, arrisca, empreende, e espera.
Algumas Referências:
https://www.nytimes.com/2025/01/12/world/americas/brazil-lottery-online-gambling-jogo-do-bicho.html#
Bruno Paes Manso, A república das Milícias - Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro, São Paulo, editora Todavia, 2020
ttps://g1.globo.com/fantastico/noticia/2025/02/16/relatorio-do-ministerio-da-justica-revela-alianca-inedita-entre-pcc-e-cv.ghtml
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